John Carpenter – O Gênio Cult – Starman

O ano de 1984 reservou uma grande surpresa para John Carpenter! Christine – O Carro Assassino, foi um inesperado sucesso, que fez com que Carpenter recuperasse seu prestígio. Seu projeto seguinte, no entanto, seria um dos projetos mais ousados de sua carreira. Com o sucesso de Christine, a Columbia Pictures convidou Carpenter para dirigir uma das melhores ficções dos anos 80, Starman – O Homem das Estrelas. O orçamento de 24 milhões foi um dos mais generosos que o diretor já teve para seus filmes. Os efeitos especiais ficaram a cargo da poderora ILM (Industrial Light and Magic), de George Lucas, que contribuiu com efeitos especiais incrívelmente realísticos. O elenco era comandado por Jeff Bridges, na atuação que lhe rendeu uma indicação ao Oscar, e Karen Allen, que vinha diretamente do sucesso de Os Caçadores da Arca Perdida, de Steven Spielberg. Para a surpresa do próprio diretor Starman foi um enorme sucesso de bilheteria, e foi muitíssimo bem recebido pela crítica, que até hoje considera Starman uma das melhores ficções já feitas, ao lado de E.T. O Extraterrestre, de Spielberg, e de O Enigma de Outro Mundo, do próprio Carpenter, que hoje é apontado como um dos mehores filmes da década de oitenta! No próximo post, Os Aventureiros do Bairro Proíbido darão as caras. See You!!!!!!!!!

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John Carpenter – O Gênio Cult – Christine

Em 1983, Carpenter estava em um momento difícil da carreira. O baixo faturamento de seu filme anterior, o hoje clássico Enigma de Outro Mundo, fez com que Carpenter tivesse problemas para conseguir trabalhos como diretor em Hollywood. Carpenter ficou nove meses sem trabalhos como diretor, até que recebeu o convite da Columbia Pictures para rodar a adaptação do livro Christine, de Stephen King, para o cinema. Carpenter aceitou o convite. O elenco do filme contava com atores jovens, como Keith Gordon e John Stockwell, hoje também diretor. O filme contava a história de um carro possuído por um espírito maligno, que leva seu jovem proprietário a loucura, tamanha a sua obsessão pelo carro. O carro destrói a todos que se põem entre ele e seu dono. O filme teve alguns problemas de produção, como o fato de terem construídos seis cópias, exatamente idênticas, do carro protagonista. Carpenter teve que lidar com um orçamento apertado novamente, mas os técnicos em efeitos especiais usaram efeitos mais simples, porém muito realísticos para a época. Carpenter também mostra a obsessão dos jovens norte-americanos com seu mais desejado sonho de consumo, o carro. O filme foi lançado no mesmo ano, e para a surpresa de todos, inclusive de Carpenter, fez muito sucesso nas bilheterias, apesar da reclamação dos fãs de Stephen King (sempre eles, que parecem não entender que a linguagem literária e a linguagem cinematográfica são MUITO DIFERENTES). O seu sucesso fez com que Carpenter recuperasse seu prestígio. E no mesmo ano, a Columbia Pictures convidou o diretor para dirigir Starman – O Homem das Estrelas, que foi lançado no ano seguinte e que será o assunto da minha próxima análise. See You!!!!!!

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John Carpenter – O Gênio Cult – O Enigma de Outro Mundo

Em 1981, John Carpenter encontrava-se em um grande momento de sua carreira. O sucesso estrondoso de Fuga de Nova York transformou Kurt Russell em ícone da cultura pop, graças ao personagem Snake Plissken. O sucesso do filme permitiu ao diretor levar à frente um sonho muito antigo: refilmar o clássico O Monstro do Ártico, dirigido por Christian Nyby e Howard Hawks em 1951. Com um orçamento de U$15,000,000, e amparado por um grande estúdio, a Universal, o diretor pode contar com os efeitos especiais criados por Roy Arbogast, e os futuros ganhadores do Oscar Rob Bottin e Stan Winston, que criaram alguns dos efeitos mais impressionantes já vistos no cinema. Os efeitos do alienígena transmorfo eram assustadores, gerando criaturas bizarras e realmente assustadoras. O elenco tinha Kurt Russell, em uma de suas melhores interpretações, como o piloto de helicópteros J.R. McReady, e também tinha atores conhecidos do público, como Wilford Brimley, Keith David e Charles Hallaham. O que Carpenter não esperava, no entanto, era a verdadeira enxurrada de problemas durante a produção. O diretor acabou estourando o orçamento, e as filmagens tiveram inúmeros problemas, como o fato de estarem filmando em locações no norte do estado de Columbia Britânica, em uma das épocas mais frias do ano. Rob Bottin chegou a ficar doente, devido a sobrecarga de trabalho. Stan Winston entrou na produção substituíndo Bottin, pois Carpenter mandou Bottin à um médico, e deu um descanso ao técnico em efeitos especiais. Carpenter também enfretava problemas para manter o filme no prazo, que acabou sendo estourado, e com orçamento, que também foi estourado. Mesmo com todos os problemas, o filme foi concluído. Mas o maior problema foi criado pelo próprio estúdio, a Universal, ao lançar o filme em 25 de Junho de 1982, apenas duas semana após o lançamento de E.T. – O Extraterrestre, clássico de Steven Spielberg. Os críticos estavam tão empolgados com o alien bondoso de Spielberg, que não conseguiram aceitar o alienígena perverso de Carpenter, assim como público. Na minha modesta opinião, tanto E.T. – O Extraterrestre quanto o Enigma de Outro mundo são grandes clássicos, merecedores de respeito de todos os cinéfilos. O Enigma de Outro Mundo fez apenas U$19,629,760, pagando por pouco o investimento de U$15,000,000. John Carpenter disse em uma entrevista que se não fosse o erro cometido pelo estúdio ao lançar seu filme apenas duas semanas após o lançameto do filme de Spielberg, o filme teria uma trajetória diferente nos cinemas. Carpenter ficou cerca de nove meses sem trabalho, situação que só terminou quando o diretor foi contratado pela Columbia Pictures para dirigir Christine – O Carro Assassino, adaptação bem sucedida do livro de Stephen King, lançada nos cinemas em 1983. Felizmente, com a explosão do VHS e dos canais de tv a cabo, O Enigma de Outro Mundo foi redescoberto, e os críticos, passado o impacto causado por E.T. O Extraterrestre, passaram a ver o filme como um clássico que foi injustamente ignorado, assim como o público. Hoje o filme figura entre os melhores filmes de ficção/horror da história do cinema, e também entre os melhores filmes produzidos na década de oitenta. Na próxima postagem, o automóvel mais assustador do cinema, Christine – O Carro Assassino, vai pintar aqui no blog. Um abraço, leitores

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John Carpenter – O Gênio Cult – Parte 2 – Fuga de Nova York

Logo após o sucesso de Halloween e de ter feito o filme televisivo Elvis, John Carpenter logo começou a trabalhar em seu próximo projeto, uma ficção que contava a história de uma estranha névoa que cobre toda uma pequena cidade do interior. O filme se chamou a Bruma Assassina e foi lançado em 1980, e foi estrelado por Jamie Lee Curtis e Adrienne Barbeau. Fez sucesso modesto, mas hoje é um filme de culto. Depois disso, Carpernter começou a desenvolver a trama de Fuga de Nova York. A trama fala de um futuro onde os índices crimínais atíngem níveis tão altos que o governo acaba por transformar Nova York em uma gigantesca prisão, impossível de escapar. Mas o avião que levava o presidante do país à uma importante convenção é sequestrado, e o presidente escapa usando uma cápsula de fuga, caindo dentro da prisão criada pelo governo. Para resgatar o presidente, o governo faz um acordo com um ex-militar chamado Snake Plissken (Kurt Russell), agora um renegado. Plissken deve resgatar o presidente em 24 horas, senão morre devido ao efeito de uma toxina, que lhe fora injetada por cientistas do governo para que Plissken seja forçado a cumprir a missão. O filme foi um grande sucesso, graças, em grande parte, ao trabalho do elenco. Kurt Russell tornou seu personagem, Snake Plissken, memorável. O mesmo pode-se dizer Lee Van Cleef, que da uma aula de interpretação na pele de Hawk, um frio e desonesto agente do governo que negocia o resgate do presidente com Plissken. Ernest Borgnine dá um show como o bem humorado taxista Cabbie, que ajuda Plissken em sua corrida pelas sombrias ruas de uma cidade transformada em prisão. Harry Dean Stanton também merece destaque na pele de Brain, o prisioneiro que se abriga na biblioteca. Adrienne Barbeau se transformou em uma espécie de sex-symbol cult, graças ao papel de Maggie, esposa de Brain. O sucesso permitiu a Carpenter realizar um antigo sonho: A refilmagem de O Monstro do Artico. O filme se chamou The Thing, ou O Enigma de Outro Mundo, como é chamado no Brasil, e será análisado em meu próximo post. Até mais!

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John Carpenter – O Gênio Cult – Parte 1

Na aréa do cinema fantástico e seus subgêneros (ação, ficção, terror, adptações de livros e de outras mídias), de tempos em tempos, aparecem diretores que revolucionam o gênero. Nos anos 60, foi George A. Romero quem levou fãs do gênero ao delírio com o clássico A Volta dos Mortos Vivos (1968). Nos anos 70 e 80, vários diretores hoje lendários do cinema americano, como Steven Spielberg, Joe Dante, John Landis, Sam Raimi, Peter Jackson, entre tantos outros, começaram suas carreiras nesse gênero. Um dos mais destacados e adorados diretores do gênero cinema fantástico é John Carpenter. Nascido em Carthege, no estado de Nova York, mas criado por sua família em Bowling Green, no estado do Kentucky, sempre teve admiração pelo cinema. Logo na juventude, gostava muito de filmes de ficção/horror e dos westerns de John Ford e Howard Hawks. Nos anos 60, chegou a fazer parte de uma banda de rock, onde conheceu Alan Howarth, com quem iria compor as trilhas músicais da maioria dos seus filmes, anos mais tarde. Frequentou a Universidade do Oeste de Kentucky, mas em 1968 transferiu-se para a Escola de Artes Cinematográficas da Universidade do Sul da Califórnia, onde se graduou, no ano de 1971.
Quando ainda estava na Escola de Artes Cinematográficas da Universidade do Sul da Califórnia, seu curta-metragem The Ressurection of Broncho Billy (1970), ganhou o Oscar de melhor curta-metragem. No ano de 1974, dirigiu seu primeiro longa-metragem para o cinema, Dark Star, um filme de ficção de baixo orçamento, escrito por Carpenter e Dan O’ Bannon (que mais tarde escreveria o roteiro do clássico Alien – O Oitavo Passageiro, junto com Ronald Shusett), que também atuou como ator no filme. O filme não fez sucesso, mas Carpenter não desistiu.
Em 1976, Carpenter se inspirou em um de seus filmes favoritos, Onde Começa o Inferno, dirigido por Howard Hawks, para escrever a história de um grupo de pessoas (um polícial, duas secretárias e três presidiários) encurraladas em uma delegacia de polícia desativada que se torna alvo de ataques de criminosos nas ruas. O filme era Assalto à 13ª DP, e à partir daí, o trabalho de Carpenter começou a ser notado. O filme gerou polêmica com cenas com a clássica cena em que uma menina, com um sorvete na mão, vê o sorveteiro ser morto covardemente por uma gangue de criminosos. Esse filme garantiu à Carpenter o trabalho como roteirista em Os Olhos de Laura Mars, dirigido por Irvin Kershner. O sucesso desse filme, chamou a atenção dos produtores Moustapha Akkad e Irwin Yablans, que o contrataram para ser diretor e roteirista de seu próximo projeto, um filme sobre um assassino mascarado que atacava babás na cidade de Haddonfield. Ao escrever o roteiro, Carpenter acrescentou uma história em que o assassino, chamado Michael Myers, teria passado dezesseis anos em um hospício em Smith’s Grove, por matar sua irmã, quando o assassino tinha apenas seis anos de idade. Aos 21 anos, Michael foge do hospicio, sendo caçado pelo psíquiatra Sam Loomis, que cuidou de Michael no hospício e, por isso, sabía do mal representado por Michael. O filme era Halloween, e se tornou um dos melhores e mais bem sucedidos filmes de terror de todos os tempos. A interpretação de Donald Pleasence como Sam Loomis fez desse um dos mais icônicos personagens do cinema de horror. A então desconhecida Jamie Lee Curtis foi catapultada ao estrelato, em definitivo, pelo papel de Laurie Strode, a protagonista que tem dramático embate contra o misterioso assassino. Nos dias de hoje, trinta e três anos depois de seu lançamento, Halloween é considerado um dos melhores filmes de horror dos anos 70, ao lado de filmes como O Exorcista.
Mas nem mesmo com o sucesso de Halloween Carpenter descansou. Em 1979, dirigiu o filme televisivo (o filme foi feito exclusivamente para a TV) chamado Elvis, sobre o Rei do Rock, Elvis Presley, falecido três anos antes. A escolha de Carpenter por um desconhecido levou Carpenter à conhecer o jovem ator Kurt Russell. Russell tinha feito sucesso protagonizando filmes da Disney em sua adolescência, mas queria, se livrar deste tipo de filmes, queria fazer papéis adultos. Foi o início de uma das mais famosas parcerias da história do cinema, que resultou em cinco filmes, sobre os quais irei falar na próxima semana, na segunda parte da retrospectiva sobre a obra de John Carpenter. Que todos tenham uma ótima semana, que Deus lhes cubra com todas as bençãos. Até a próxima semana, meu povo!

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VIETNÃ – A GUERRA E O CINEMA

Na semana passada, comentei sobre Apocalypse Now, obra-prima de Francis Ford Coppola sobre a guerra do Vietnã.
Desde os anos 60, vários cineastas vem nos mostrando suas diferentes visões do conflito. Em 1968, John Wayne e seus comparsas, os diretores Mervin Leroy e Ray Kellog, filmaram Os Boinas Verdes (The Green Berets). Wayne, repúblicano convicto, protagonizou esse que foi o único filme a favor do conflito, feito quando a guerra estava em seu momento mais crítico. O futuro diretor e roteirista Oliver Stone, que tinha servido como fuzileiro no Vietnã, assistiu ao filme, e detestou o que viu. Oliver tinha conhecimento de causa, pois seus anos no Vietnã lhe serviram de base para que ele dissesse que o filme estrelado por John Wayne era uma glorificação desnecessária e enganosa do que estava ocorrendo no front de batalha. Durante os anos 70, mais especificamente em 1974, foi lançado o documentário Corações e Mentes (Hearts and Minds), onde foram ouvidas pessoas envolvidas dos dois lados dos conflito, dando uma idéia mais realista do que se passava. Em 1976, Oliver Stone escreveu um roteiro baseado em sua experiência pessoal no Vietnã. Era o roteiro de Platoon, que só seria filmado e levado às telas em 1986, dez anos depois. No mesmo ano, Francis Ford Coppola foi as Filipinas com sua equipe, para filmar Apocalypse Now, cujas filmagens foram uma batalha por sí só. Vários cineastas começaram a mostrar uma visão mais realista do conflito, que foi encerrado em 1975. O controverso Michael Cimino, mostrou os efeitos do conflito entre as pessoas comuns que foram afetadas diretamente por ele. Em O Franco Atirador, um grupo de quatro amigos se vê afetado pelo conflito, quando três deles vão para o front de batalha. Um deles, acaba ficando psicológicamente abalado pelo que passou e não volta mais para América, o que mexe com a vida de todos. Em 1982, o diretor Ted Kotcheff e o astro Sylvester Stallone, resolvem levar ao cinema a adaptação do livro Primeiro Sangue, de David Morell. O filme era Rambo – Programado para Matar (First Blood), e contava a saga de John Rambo, que serviu como fuzileiro no Vietnã, sendo o soldado mais condecorado do seu pelotão. Entretanto, ao voltar para a América, acaba enfrentando uma batalha contra o desprezo da sociedade para com aqueles que voltaram da guerra.
Mostrando sinais claros de stress pós traumático, Rambo acaba se tornando alvo do ódio de um Xerife de uma pequena cidade, mesmo sem ter feito nada. O filme foi um grande sucesso, gerando 3 sequências de grande exito nas bilheterias.
Em 1986, Oliver Stone finalmente conseguiu apoio de um estúdio para rodar Platoon. O filme deu a Stone o Oscar de melhor diretor e também de melhor filme. O filme mostrava o cotidiano dos soldados no front, de um modo nunca mostrado até então. A partir daí, os filmes sobre o conflito se tornaram uma espécie de sub-gênero do cinema americano, com o próprio Oliver Stone rodando mais 2 filmes sobre o tema: Nascido em Quatro de Julho (Born in the Fourth of July), contando a história real de Ron Kovic, um jovem patriota que se alita e vai voluntáriamente ao front de batalha, mas é ferido por um tiro nas costas, ficando paraplérgico. Ao voltar para a casa, passa a rever suas opiniões sobre o conflito e tudo mais que o cerca. Em Entre o Céu e a Terra (Heaven and Earth), o diretor mostra uma visão mais romanceada, contando a trajetória de uma campônesa vietnamita que se envolve romanticamente com um militar americano. Enfim são tantos filmes sobre o tema que é impossível falar de todos eles. Na próxima semana, vou falar do mestre John Carpenter. Até mais!!!

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Apocalypse Now – A Magia e a Loucura

 

O que dizermos de Apocalypse Now, o clássico sobre a guerra do vietnã dirigido por Francis Ford Coppola ? As palavras que logo nos vem à mente são: OBRA PRIMA.

O que poucos sabem, no entanto, é que as filmagens de Apocalypse Now também foram uma verdadeira guerra para Coppola. Quando partiu com sua equipe de filmagens para as Filipinas, no ano de 1976, ele não imaginava a verdadeira tsunami de problemas que viria à enfrentar.

Tudo começou com um furacão que devastou as Filipinas, e destruíu todo o set de filmagens, atrasando a produção. Depois vieram os problemas com o elenco. Marlon Brando, que foi escalado para interpretar o coronel Kurtz, insistia em ser filmado no escuro, pois Marlon estava gordo demais. Também chegou a se recusar a dizer suas falas, o que levou à vários atritos com Coppola. Harvey Keitel, que tinha sido escalado para o papel do capitão Williard, tinha compromissos, e acabou voltando para a América, sendo substituído por Martin Sheen. Dennis Hopper também causou problemas, pois ele (assim como boa parte da equipe de produção do filme) estava no pico de seu vício em drogas. Durante um dia de filmagens, Martin Sheen começou a sentir-se mal e acabou tendo um enfarte. Coppola também não andava bem de saúde. Todos esses problemas levaram o cineasta, na época já consagrado, à depressão. Até onde se sabe, Copolla disse que iria se matar durante a produção. Os helicópteros usados na cena do bombardeio ao som da marcha das valquírias, eram emprestados pelo governo das Filipinas. O cineasta teve que falar com Ferdinand Marcos, ditador filipino, para conseguir usar os helicópteros nas filmagens.  E mesmo assim, durante as filmagens desta cena, por várias vezes o helicópteros tiveram que sair as pressas para serem usados em combates de última hora contra a guerrilha filipina, fazendo com que as filmagens fossem interrompidas, mais de uma vez. O estúdio também pressionava, e muito, pois o orçamento inícial da produção já tinha estourado há tempos, e as filmagens estavam atrasadas. Toda essa verdadeira avalanche de problemas foi documentada por Eleanor, esposa de Francis Ford Coppola, que filmou várias conversas com Francis (sem o conhecimento do marido), com o intuito de fazer um diario de produção. Em 1991, foi feito o docúmentário Hearts of Darkness: A Filmmaker’s Apocalypse, onde essas gravações feitas em vídeo por Eleanor, mostrando não só suas conversas com o marido, mas também os bastidores das filmagens por trás das cameras, além de entrevistas com o elenco e com o roteirista John Millius, foi lançado e aclamado pela crítica como um valioso documento histórico do cinema dos anos 70. No próximo post, vou aproveitar que falamos do Vietnã para falar do impacto do conflito no cinema americano.

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